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segunda-feira, 8 de março de 2021

TEORIA FINALISTA (MINIMALISTA) X TEORIA MAXIMALISTA X TEORIA FINALISTA TEMPERADA (MINIMALISTA + MAXIMALISTA)

 A TEORIA MINIMALISTA OU FINALISTA

Para os adeptos da teoria finalista, o conceito de consumidor está intensamente ligado à questão econômica da aquisição do produto ou serviço, sendo consumidor somente o destinatário final e econômico. Deste modo, para esta corrente se alguém adquire ou utiliza produto ou serviço para continuar a produzir, obtendo-o para revenda ou para uso profissional, não será considerado consumidor, para fins da norma, posto que não será o destinatário final.


TEORIA FINALISTA E TEORIA MAXIMALISTA DO DIREITO DO CONSUMIDOR

O  Código de Defesa do Consumidor adota a Teoria Finalista, segundo a qual somente pode ser considerado consumidor, para fins de aplicação do CDC, o destinatário fático e econômico do bem ou serviço, seja ele pessoa física ou jurídica.

Assim, em regra, fica excluído da proteção do CDC o consumidor intermediário, sendo esse entendido como aquele cujo produto retoma para as cadeias de produção e distribuição, compondo o custo (e, portanto, o preço final) de um novo bem ou serviço.

Todavia, tem-se admitido a mitigação de tal teoria, podendo-se falar teoria finalista mitigada, abrandada ou aprofundada. Inclusive, o STJ admite a mitigação da teoria finalista para autorizar a incidência do CDC nas hipóteses em que a parte, apesar de não ser destinatária final do produto ou do serviço, apresenta-se em situação de vulnerabilidade. (TEORIA FINALISTA E TEORIA MAXIMALISTA DO DIREITO DO CONSUMIDOR)

Deve-se destacar os elementos da Teoria Maximalista, sendo certo que, diferentemente da finalista, amplia o conceito de consumidor. Entende, que a ratio legis trouxe ao ordenamento, com a Lei n.º 8.078/90, normas de regência de tudo quanto se refere a consumo, normas gerais, envolvendo todos os entes participantes do mercado econômico, oferecendo uma interpretação literal da norma sob comento.

Nesse particular, é importante fazer essa distinção para concursos públicos,  na medida em que a teoria maximalista alarga a noção de consumidor, para abranger também os profissionais. Para os adeptos dessa corrente, “pouco importa se o produto será utilizado com benefício econômico por quem o adquiriu, se o consumidor usa o bem com um fim profissional. Avalia-se, apenas, se o produto foi retirado do mercado. (TEORIA FINALISTA E TEORIA MAXIMALISTA DO DIREITO DO CONSUMIDOR)

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Julgue os itens seguintes acerca da disciplina jurídica do CDC.

Segundo a doutrina finalista, a interpretação da expressão destinatário final deve ser restrita e somente o consumidor, parte mais vulnerável na relação contratual, merece especial tutela jurídica.

 

O item está certo. As teorias minimalista e maximalista procuram definir o âmbito de aplicação do CDC. Vejam no quadro os principais aspectos (definições do Professor Marco Antônio Araújo Junior na Tutela Material do Consumidor – editora Premier Máxima, 2008).

 

Teoria finalista,
subjetiva ou teleológica

Teoria maximalista
ou objetiva

Define o consumidor como a pessoa física ou jurídica que retira
definitivamente de circulação 
o produto ou serviço do mercado, utilizando
o serviço para suprir uma 
necessidade ou
satisfação pessoal
, e
não para o desenvolvimento de outra atividade de cunho profissional
.
Nesta teoria, não se admite que a
aquisição ou a utilização
 de produto ou serviço propicie a continuidade da atividade econômica.

identifica como consumidor a pessoa
física ou jurídica
 que adquire o
produto ou utiliza o serviço na condição de destinatário final

(destinatário fático), 
não importando se
haverá uso particular ou profissional do bem, tampouco se terá ou não a
finalidade de lucro, desde que não haja repasse ou reutilização do mesmo
. Não se encaixa nesse conceito,
portanto, aquele que 
utiliza serviço ou
adquire produto que participe diretamente do processo de transformação,
montagem, produção, beneficiamento ou revenda, para o exercício de sua
atividade.

 

E qual é
a posição adotada pelo STJ?


Estudamos nas aulas anteriores
que o STJ admite a aplicação do CDC 
nas relações entre pessoas
jurídicas quando da análise do caso concreto ficar materializada a
vulnerabilidade entre a pessoa-jurídica consumidora e a fornecedora
. Trata-se da adoção, pelo STJ da teoria finalista atenuada segundo a qual se reconhece
a necessidade de, em casos específicos atenuar o rigor do critério subjetivo do
conceito de consumidor, para admitir a aplicabilidade do CDC nas relações entre
fornecedores e consumidores-empresários em que fique evidenciada a relação de
consumo decorrente da vulnerabilidade.

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